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Os olhares falam as palavras que a boca não pronuncia, talvez esse seja afinal o nosso sentido mais apurado.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Ousar é crescer.


- Aprendi que apesar do que quer que aconteça, e do quanto pareça mau, a vida continua e será melhor amanhã.

- Aprendi que 'fazer pela vida' não é o mesmo que 'fazer uma vida'.

- Aprendi que a vida às vezes te dá uma segunda oportunidade.

- Aprendi que sempre que decido alguma coisa de coração aberto, normalmente tomo a decisão acertada.

- Aprendi que, mesmo quando tenho dores, não tenho que ser uma dor.

- Aprendi que não devo viver a vida com uma luva de 'apanhador' em cada mão, devo ter a possibilidade de poder atirar (devolver) alguma coisa.

- Aprendi que todos os dias devemos tentar tocar alguém.

- Aprendi que as pessoas esquecerão o que disseste, esquecerão o que fizeste, mas nunca esquecerão o que lhes fizeste sentir.

Aprendi que ainda tenho muito que aprender.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Inspiração.

São pessoas

Momentos

Tristezas, alegrias

É a música, os olhares

o toque

a chuva, as estrelas

A arte, a saudade

A paixão, as ilusões

O sonho

Os sorrisos, o ridículo

o improvável, o amanhã

São os gestos, as palavras

as lágrimas

É a nostalgia, as recordações

São os sentimentos

É o aqui, é o agora

É o viver.

o segredo, que nunca contei.

Era impossível, começava a não conseguir suportar aquele olhar que a fitava. Aqueles olhos tinham, definitivamente, um poder nela. Não queria, mas ao mesmo tempo era impensável fugir deles. Chegava a doer de tanto que ousavam transmitir. Era uma dor indescritível, a dor que não se importava de ter. Via tudo neles. Prendiam-na de um modo que a fazia querer ficar. Neles via o mundo. E então sorri, sorri porque sente que encontrou algo que a faz querer lutar, algo que julgara até então não ser possível.

Não adiantava, continuava a provocá-la e sabia-o tão bem quanto ela. Tê-lo fixo abalava-a de uma maneira incompreensível. A proximidade tendia a quebrar barreiras. Uma voz dentro de si dizia que não podia, não assim. Depois de tudo o que passara era como se não fizesse sentido.

Mas fazia.

Contudo, resistiu. Resistiu só pelo prazer de mostrar a si própria que era capaz. Mas no fim e por fim, deu conta que não valia a pena, tudo não passara de um mero e indefinido esforço. Esforçou-se para acabar por corresponder aquilo que, por dentro, sempre tinha desejado. Sentiu-lhe a boca. Tudo à sua volta parou, o corredor deixou de o ser e foram-se os sons, as luzes, o movimento - foi-se o espaço acompanhado pelo tempo.

Era só ele e ela.

Eram só e apenas, os dois.

- Tenho de ir.
- Fica.

- Estou a salvar tudo o que sinto por ti, desculpa.

terça-feira, 1 de junho de 2010

tenho fome da extensão do tempo.

Guarda contigo esse sorriso rasgado, sabes que nada sobre ele se diz.
Uma criança não oculta sentidos, não perde dias - se quiser falar, nunca cala; se quiser chorar, não ri.

É isso, hoje pelo menos, a criança dita, e o homem escreve.


Atreves-te a trincar?

"No meio do tudo, o nada.
O vazio da calma e da tranquilidade.
A sensação de fuga.
O prazer de um refúgio que se quer secreto."
É como se existisse outro mundo para além do mundo, onde o que é essencial é invisível aos olhos.


Um dia fazemos um roteiro de lugares perdidos.

Tenho o mundo nos braços.

Gosto de saborear momentos, sentir aromas. Trincar sabores, cheirar o dia e a noite. Ouvir o barulho e até mesmo silêncio. Quero o prazer do toque e a invencível saudade. Observar as cores. Respirar ruas e arte. Trincar a dor. Ouvir a chuva cair. Romper sentimentos. Conhecer pessoas. Quero a paixão, quero amar. Ver mil e um olhares. Quebrar barreiras, construir sonhos.

Quero rasgar a vida.