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Os olhares falam as palavras que a boca não pronuncia, talvez esse seja afinal o nosso sentido mais apurado.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Still



Escrevo-te hoje, porque não sei quando voltarei a fazê-lo. Há muito tempo que não sei quando será a próxima vez.
Tudo isto porque, inegavelmente, recusar-me-ei em todos os dias da minha vida, correr o risco de não me entregar seja naquilo que for por inteiro. 
Espero que agora compreendas.
A incerteza daquilo que te quero ou não dizer, até mesmo da forma como tenho que o fazer, paralisou-me a convicção de que sempre que te abriria, estaria à altura do que uma página em branco pode ser.
Não quis desiludir-te, quando apenas acredito nas palavras com que os outros se expressam, não mais nas que te confidencio. Seria injusto desfolhar-te, enquanto esta dualidade não desvanecer.
Foram várias as vezes em que te olhei. Olhei. Olhei apenas.
Escrevo-te hoje, porque no meio de todas as dúvidas, existe a certeza de que nunca haverá uma despedida.
(Ele chegou.) 
Vou ter que ir, deixar-te inacabado.
E prefiro assim, deixar-te pela metade cria a sensação de que voltarei, um dia.
Abri-te clandestinamente, enquanto o medo saiu. Mas voltou rápido.
E ainda que não possa estar por perto, acredita, continuarei sempre aqui.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Re's

É mais que uma cor. No branco repinta-se, reescreve-se e recomeça-se.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Olhar(es)

"O egoísmo pessoal, o comodismo, a falta de generosidade, as pequenas covardias do quotidiano, tudo isto contribui para essa perniciosa forma de cegueira mental que consiste em estar no mundo e não ver o mundo, ou só ver dele o que, em cada momento, for susceptível de servir os nossos interesses."
 José Saramago

One of so many things


Tenho abraços guardados, sem nome nem senhor. 
São aqueles que ficaram abandonados, sentados sozinhos, invejando inocentemente os outros; aqueles, que tiveram a sorte de marcar uma história.
É isso. Tenho abraços à espera de um nome. Do nome e da história.
E abraços, são isso, abraços.

sábado, 10 de novembro de 2012

Pé-de-apoio

 
"Ela é muito inteligente; inteligente demais, para uma mulher. Falta-lhe o vago encanto da fraqueza. São os pés de barro que dão valor ao ouro da estátua. E os pés dela, pés mimosos, não são de argila. Passaram pelo fogo, e o fogo enrijece o que não consome." 
Oscar Wilde

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Sabedoria

 
"As I grow older, I pay less attention to what men say. I just watch what they do."
Andrew Carnegie 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

FOTO-GRAFIA

Sai e apanha o próximo.