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Os olhares falam as palavras que a boca não pronuncia, talvez esse seja afinal o nosso sentido mais apurado.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

think positive it's be positive.

make you feel my voice.


" Pinto-me porque estou muitas vezes sozinha, e porque sou o tema que melhor conheço. "

No começo é sempre tudo estranho. Um tal de apaga ali, rabisca daqui e apaga de novo.
Dizem que só as crianças fazem desenhos da vida - depois de crescermos, perdemos esse jeito - esse jeito de colorir o sentimento numa folha em branco.
Conservei essa mania dos desenhos. Tenho tudo rabiscado. Tudo enfeitado.
Porque não gosto de abandonar as manias que me levam para lugares de sonho, para
uma primavera bem no meio do inverno.

Não gosto de abandono, por isso acolho. Por isso, recolho e não costuro sorrisos - chorar é preciso.
Não importa se o desenho é feio.
Eu contorno-o, e de um jeito ou de outro, tenho sempre uma cor para mudar a história.
Na vida, "a gente" aprende que quanto mais a nuvem pesa e se enche de cinza, mais forte vem a chuva - ou o choro.
Sorte é ter um coração cheio de pancadas, metido em tempestades e sujeito a trovoadas - esses sim são corações maduros de forte.

Capta.


Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de.
Apesar de, se deve amar.
Apesar de, se deve morrer.
Inclusive, muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente.

Preto no Branco.


Eu sou assim. A pessoa que some, que volta, que vai novamente embora, que depois aparece do nada, que fica porque quer. Que odeia a falta de oxigénio das obrigações, que encurta uma conversa besta, que estende um bom drama, que diz o que ninguém espera e salva uma noite. Que acha todo o mundo "meio bôbo", meio perdido, meio sem alma, meio bomba. E que espera impaciente ser salva pela outra metade do mundo meio interessante.

Dá para ser assim?

Feel.