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Os olhares falam as palavras que a boca não pronuncia, talvez esse seja afinal o nosso sentido mais apurado.

domingo, 3 de outubro de 2010

Será sempre assim.


Se tanto me dói que as coisas passem
É porque cada instante em mim foi vivo
Na luta por um bem definitivo
Em que as coisas de amor se eternizassem.

Sophia de Mello Breyner Andersen

Mas deixa que agora nomeie entre as nuvens, tudo aquilo que trago dentro de mim, que as minhas pálpebras escondem.

A moment like this.

Há um momento. Há sempre um momento em que a decisão é tão tua como o ar que te enche o peito. Conscientemente escolhes saltar, sentir o sabor salgado da vida renovada e a frescura de um abraço que nada traz de vazio. Há um momento em que te pontapeiam o centro da alma e tudo se vai. Esvazias, como um balão desamparado no céu escuro esquecido das luzes da feira. E não há oxigénio que te valha, não há molécula que te preencha. Esvazias-te de ti e de tudo e começas de novo. Ou recomeças, depende de onde tenhas encostado a caneta à berma do diário. De régua e esquadro desenhas aquilo que sabes de cor, onde as regras foram esquecidas e nada é certo. Piscas os olhos às luzes fortes e, mais uma vez, entregas-te ao prazer e ao que te faz feliz. Há um momento. Há sempre um momento em que és dona da tua pele e sabes que nunca ninguém seria tão bonito como tu dentro dela.

Alerta.

Destiny.

Às vezes, perdermo-nos, é a melhor forma de nos encontrarmos.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

(re)começar.

Acham que vai ser sempre só contar até três?

É que eu temo que não.

Hora de partida.

O deserto fica longe daqui.
Afinal, é mesmo o vento que nos leva até aos mistérios.

Rúbrica, d'Um outro Lado.