.

Os olhares falam as palavras que a boca não pronuncia, talvez esse seja afinal o nosso sentido mais apurado.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Pedaços não-sei-de-quê.

- Posso abraçar-te?
- Eu sou de vidro.
- Eu abraço-te com jeitinho.
- Tenho medo.
- Medo?
- De me estilhaçar nos teus braços.
- Se esse é o teu único fim, ao menos que seja comigo.

de um detalhe.

Engraçada a forma como o mar nos pode pertencer sem termos sido numa outra vida um Diogo Cão ou até um Vasco da Gama. Mais engraçada. é a forma como, quando o temos, não conseguimos viver com ele sozinhos: temos sempre que o partilhar.

O meu, está dividido. É um.
E o teu, o que é?

i'm ready, now.

Se eu tivesse o tempo necessário para arrumar ideias e passar tudo para papel, saía daqui um musical, Broadway style. Completo. Argumento, banda sonora, outfits e caracterização, danças e contradanças. Tudo. Porque é assim que tenho a alma, aos pulos; numa confusão de estilos e de amostras de sentimentos que me fazem lacrimejar e rir, no mesmo compasso, no ritmo desacertado de um coração que dizem albergar todas as sensações quando não é aí que as vivo ou sinto.

esperei sempre que, sim.


Foi isso que sempre te disse, mas sabia que só irias perceber quando lá chegasses, sozinha.


E chegaste.

esperança.

Tens um mundo inteiro para lutar, porque sonhar, só, não chega.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Pior que te perderes algures dentro de mim, é perderes-te de ti.

Despes-me com as palavras que guardas por detrás dos teus olhos. Não chego a perceber se as conheces bem ou se as afastas por um medo antigo qualquer, mas não preciso de ouvir a tua boca para sentir. Dela, emanas os seus ecos frágeis e brilhos infinitos, num rasto húmido, num toque de mãos demoradas, que deixam velas acesas pelo corpo quando te vais.
Mas não me toca mais.
AGORA, só espero
que a música nunca me abandone. Que as imagens fervilhem cores, nunca vistas, e guardem cheiros. Que dancem com ela. Que levitem sentimentos à flor da pele, sem nunca os questionar ou deixar cair. Que gestos e silêncios consigam falar alto. Que os dias pareçam pequenos e as noites frágeis. Que as mãos tenham carícias e força para lutar. Que ecoem sorrisos e se recordem algumas lágrimas.
Que se aprenda sempre e ensine algo.
Que acabe de repente, sem estar à espera.
Quando tiver de ser.
Quando o destino chamar.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

olé.



Não te irrites por mais que te fizerem.
Estuda a frio, o coração alheio. Farás, assim, do mal que eles te querem, teu mais amável e subtil recreio.